domingo, 23 de maio de 2010
Tudo Travou
Parece que da última vez que escrevi, alguma inspiração divina que surgia num sei de onde pairava no ar. No ar, na terra, na porra toda, mas pairava. Faz tempo que fiz essa merda de blog e nada acontece. Nada mesmo. Talvez seja a lerdesa com que escrevo, ou com a falta da PORRA da inspiração que não chega. - Inspiração um caralho! Tudo tem que ter força de vontade. Força mesmo. Aquela que ressurge como essa agora, que vou, mais uma vez, jogar textos fora. Encher esse blog de qualquer coisa, por que eu já não aguentava mais tá travado. Parado. Inexistente. Volto a escrever. Volto a minha vida, quase normal, de um desempregado que daqui a poucos dias, sem "internet" vai ficar.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Comportamento Geral
Ontem (29/10) dei um pulo na inauguração de umas das lojas do Grupo Pão de Açúcar (Extra Perto) na Avenida Caxangá. Como toda inauguração, estava lotado. Gente pra tudo que é lado e algumas promoções, míninas, para enganar o povo. E povo tinha de muito. Uma "Mundiça" (expressão nordestina) triste. Mal educada, sem qualidade para estar naquele local. Passei num corredor de bebeidas, eu estava procurando água mineral com gás São Lourenço, por incrível que pareça tinha até Perrier, trouxe as duas pra fazer a comparação. (Todas duas tem meu apoio, mas, a brasileira cai no meu gosto). Nesse mesmo corredor estava dois senhores, fardados, com a camisa da empresa EXTRA. Pelo sotaque, tenho certeza, não era do Estado. Os dois comentavam da falta de educação do povo que estava alí. Nem todos eram mal educados, eu me incluo, mas a maioria era mal educada sim. A educação primária, aquela que nasce dentro de casa tinha se extiguindo naquele momento. Parecia um safari urbana, onde, animais brigavam pelas mais diversas promoções. Caixa Carne de Hambúrguer (R$ 1,19), Margarina tal.. (R$ 1,20), Desifetante, Sabão em Pó, e assim vai as diversas coisas. Hum! Pensei cá comigo, esse preço deve tá podre. Eles não fazem isso por um acaso. Fui lá no catinho, quase apagado, de algumas mercadorias e lá estava a data de validade: SEM COMENTÁRIOS. Eles pensam que algumas pessoas são idiotas. Nessa eu não danço. Mereçe até uma denúnica na vigilância sanitária. Mas como ainda faltava uns 3 dias para vencer deixo pra lá. Mas a falta de edução do povo não só se prende a briga por promoções não. Sempre, em algum canto existe aqueles petiscos que você educadamente, tira um ou até dois (no máximo) pra testar o produto. Ahhhhhh, meu amô! (como diz cinderela) Até o suporte com os tais pesticos o povo levou. Tanta criança, que parecia mais que tinha passado a "Fome dos 70". Esses são uma coisa séria enchem a mão e ainda saem com a boca cheia. (Quando criança tentei fazer isso. Foi a primeira e a última. Minha mãe olhou para mim, vi dos seus olhos sairem fogo, como se disesse: Em casa a gente se vê. Logo de ante mão, devolvi o que tinha na mão e fiquei do seu lado. E quando cheguei em casa ela olhou para mim e disse: Essa foi a primeira e aúltima vez que você fez isso, está me ouvindo. CAbousse! Nunca mais.).
Por fim, entrei na fila, uma hora de relógio. Percebi outra coisa também. vi que muita coisa da loja não era tão nova assim. As prateleiras estavam ruídas, reaproveitadas de outra loja, era evidente. Caixas e computadores também. Paredes mal pintadas (era a pressa para inaugurar rápido e enganar o povo), e o povo iludido.
Ai Deus, Jah, Oxalá e quem vier mais para amarrar (segundo os protestantes)
Isso dá uma novela.
São histórias...
Sigo nas paz.
Por fim, entrei na fila, uma hora de relógio. Percebi outra coisa também. vi que muita coisa da loja não era tão nova assim. As prateleiras estavam ruídas, reaproveitadas de outra loja, era evidente. Caixas e computadores também. Paredes mal pintadas (era a pressa para inaugurar rápido e enganar o povo), e o povo iludido.
Ai Deus, Jah, Oxalá e quem vier mais para amarrar (segundo os protestantes)
Isso dá uma novela.
São histórias...
Sigo nas paz.
"Você merece, você merece, tudo vai bem, tudo legal. Cerveja, samba e amanhã, Seu Zé, se acabar em seu carnaval..." Gonzaguinha in Comportamento Geral.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Por um acaso conheci Gentileza
Vamos à História:
No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo "Gran Circus Norte-Americano", o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido "vozes astrais", segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar "José Agradecido", ou simplesmente "Profeta Gentileza".
Após deixar o local que foi denominado "Paraíso Gentileza", o profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o chamavam de louco, ele respondia: - "Sou maluco para te amar e louco para te salvar".
......
Caramba, algum cineasta, produtor da vida já parou pra pensar que filme dá a vida desse homem. Ele se assemelha com os "Matusalens" que rodam o nordeste profetizando que o sertão, um dia, vai virar mar. Acredito piamente. O tempo passa, muita gente perde, no detalhe, o momento. Não passarás despercebido Gentileza, tenhas certeza.
No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo "Gran Circus Norte-Americano", o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido "vozes astrais", segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar "José Agradecido", ou simplesmente "Profeta Gentileza".
Após deixar o local que foi denominado "Paraíso Gentileza", o profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o chamavam de louco, ele respondia: - "Sou maluco para te amar e louco para te salvar".
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Caramba, algum cineasta, produtor da vida já parou pra pensar que filme dá a vida desse homem. Ele se assemelha com os "Matusalens" que rodam o nordeste profetizando que o sertão, um dia, vai virar mar. Acredito piamente. O tempo passa, muita gente perde, no detalhe, o momento. Não passarás despercebido Gentileza, tenhas certeza.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Penso, logo escrevo.
Lá vem mais uma de algum lugar bem distante, lá perto de BALCOAR, cidade esperta, praiana, onde os pudores viram regras nos olhos de quem os decide. Depois de encontrar com Zé do Papé, Grinalda, Vó Davina, deu me a cara torta por encontar Damiana. Mulher velha, mais velha que Matusalém em estado vegetativo. Pois bem, lá vem Damiana de vestido remendado, olhos verde-mar, pele encruada e batida de sol. Carrega nas costas uma corcunta bravia, como se carregasse um saco de cimento entortado. É ela mesmo, que, quando em Balcoar as portas se fecham corre a desfilar nua pelas ruas esburacadas dessa terra infértil. Nem o puteiro mais fino tem tal iguaria: carne velha assoladada (neologismo) de suor salgado. Delícia. As noites de lua cheia, dizem que a força é maior, corre depressa que nem rasteio de cobra para encontrar o primeiro a ser atacado. As vezes encontra um piedoso que apaga o fogo da bela senhora. Damiana, boca lodosa, carrega na boca um ar respeitável e tão respeitável que ninguémchega perto. A carniça é tão intensa, que em dia de sol quente mal conseguem chegar uns vintes metros próximo a ela. Mas é assim mesmo, quantomaior a fendentina do buraco mais gostoso fica. (E o que dizem... Sei não viu!)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Zeurempembela
Pois é né. Depois de andar a trancos e espantos pelo interior de Dormentes é bom rever histórias inglórias e respeitadas do nosso interior. Dá para se criar um mundo que se transpassa o poder de nossas mãos. Histórias de Grinaldas, Hermenigildos e Enigmas, sustentas pela força do solo rachado. Do sol a pino, do sal na testa, da labuta "fodástica", de tudo que dá calo ou se entregue na beira da morte. Da reza forte para espantar mau olhado, de implopar para o Deus do Sertão já que a posse de várias religiões é coisa que não segura. De pedir a Nossa Senhora para que a chuva caia, e caia com vontade, espantando a vontade de que a seca acabe. Viajar por esse mundo faz mas do que valer a pena em olhar a vida com olhos vivos, é entender que o sonho de qualquer pessoa passa da vontade e vira realidade. Não preciso preciso dizer que tenho mais que ninguém, por que vi que ter pouco é entender que o muito se torna em esperança no trabalho nosso de cada dia.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Como Demora
Aguardo numa ansiedade maior do mundo a chegada do Registro da BN - Biblioteca Nacional (Amiga ìtima). Putz! Até chegar o registro autoral fico travado para escrever. Tento recomeçar a fazer o terceiro capítulo do livro da saga mas tá difícil. O Primeiro pronto. O segundo também. O terceiro ainda perambulando pelos corredores da BN. Mas vai encontrar logo seu caminho e seu registro. Notícia boa é que mandei os Originais do primeiro e do segundo para a Editora "R..." (OoOoPs!) (não posso falar, ainda. Segredo)
Vamos na Luta.
Depois conto mais.

Vamos na Luta.
Depois conto mais.

Desesperar Jamais.
Coisas de outro mundo
Pra quem viaja pelo interior do Nordeste sempre se depara com muitas histórias que valem um roteiro de cinema. É mulher de branco, Loura do banheiro, Zé do chapéu, enfim, várias histórias que muitos já disseram ter visto e presenciado. Lá estamos em Dormentes, interior do Estado de Pernambuco. Nunca tinha ouvido falar nessa cidade. Cidade pequena, de interio brabo, daqueles que velho em vez de fumar tabaco, o mastiga que nem chiclete.
Pra quem gosta de paz e sossego é uma maravilha, mas pra quem não gosta feito eu, passe bem longe dali. Mas, vale a pena visitar, não tem nada de importante não.
Pois é, é nessa cidade perfeita para um roteiro de uma novela, que as pessoas custam a noite de sair de casa pois surgiu a história do "Velho (Véi) do Cajado". Esse homem, que dizem aparentar uns 65 anos (tem cara de aposentado) e todo quarta feira, no badalar das seis da noite, anda com seu cajado batendo pelas ruas de Dormentes a procurar moças virgens para retirar o que elas mais tem de precioso, o cabaço.
Caçador astuto, o Véi do Cajado, já atacou duas jovens há uns 10 anos, de lá pra cá, não conseguiu arrumar mais ninguém para satisfazer suas vontades. Dizem também que a mulher atacada pela assombração não acender 7 maços de velas em setes dias, ela aparece grávida e seu filho nasce com cara de caveira.
Sabe se então, que ninguém apareceu grávida, mas, nehuma mulher e nenhum homem se arriscam a sair às seis horas das quartas feiras de dentro de casa.
Pra quem gosta de paz e sossego é uma maravilha, mas pra quem não gosta feito eu, passe bem longe dali. Mas, vale a pena visitar, não tem nada de importante não.
Pois é, é nessa cidade perfeita para um roteiro de uma novela, que as pessoas custam a noite de sair de casa pois surgiu a história do "Velho (Véi) do Cajado". Esse homem, que dizem aparentar uns 65 anos (tem cara de aposentado) e todo quarta feira, no badalar das seis da noite, anda com seu cajado batendo pelas ruas de Dormentes a procurar moças virgens para retirar o que elas mais tem de precioso, o cabaço.
Caçador astuto, o Véi do Cajado, já atacou duas jovens há uns 10 anos, de lá pra cá, não conseguiu arrumar mais ninguém para satisfazer suas vontades. Dizem também que a mulher atacada pela assombração não acender 7 maços de velas em setes dias, ela aparece grávida e seu filho nasce com cara de caveira.
Sabe se então, que ninguém apareceu grávida, mas, nehuma mulher e nenhum homem se arriscam a sair às seis horas das quartas feiras de dentro de casa.
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