sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Comportamento Geral

Ontem (29/10) dei um pulo na inauguração de umas das lojas do Grupo Pão de Açúcar (Extra Perto) na Avenida Caxangá. Como toda inauguração, estava lotado. Gente pra tudo que é lado e algumas promoções, míninas, para enganar o povo. E povo tinha de muito. Uma "Mundiça" (expressão nordestina) triste. Mal educada, sem qualidade para estar naquele local. Passei num corredor de bebeidas, eu estava procurando água mineral com gás São Lourenço, por incrível que pareça tinha até Perrier, trouxe as duas pra fazer a comparação. (Todas duas tem meu apoio, mas, a brasileira cai no meu gosto). Nesse mesmo corredor estava dois senhores, fardados, com a camisa da empresa EXTRA. Pelo sotaque, tenho certeza, não era do Estado. Os dois comentavam da falta de educação do povo que estava alí.  Nem todos eram mal educados, eu me incluo, mas a maioria era mal educada sim. A educação primária, aquela que nasce dentro de casa tinha se extiguindo naquele momento. Parecia um safari urbana, onde, animais brigavam pelas mais diversas promoções. Caixa Carne de Hambúrguer (R$ 1,19), Margarina tal.. (R$ 1,20), Desifetante, Sabão em Pó, e assim vai as diversas coisas. Hum! Pensei cá comigo, esse preço deve tá podre. Eles não fazem isso por um acaso. Fui lá no catinho, quase apagado, de algumas mercadorias e lá estava a data de validade: SEM COMENTÁRIOS. Eles pensam que algumas pessoas são idiotas. Nessa eu não danço. Mereçe até uma denúnica na vigilância sanitária. Mas como ainda faltava uns 3 dias para vencer deixo pra lá. Mas a falta de edução do povo não só se prende a briga por promoções não. Sempre, em algum canto existe aqueles petiscos que você educadamente, tira um ou até dois (no máximo) pra testar o produto. Ahhhhhh, meu amô! (como diz cinderela) Até o suporte com os tais pesticos o povo levou. Tanta criança, que parecia mais que tinha passado a "Fome dos 70". Esses são uma coisa séria enchem a mão e ainda saem com a boca cheia. (Quando criança tentei fazer isso. Foi a primeira e a última. Minha mãe olhou para mim, vi dos seus olhos sairem fogo, como se disesse: Em casa a gente se vê. Logo de ante mão, devolvi o que tinha na mão e fiquei do seu lado. E quando cheguei em casa ela olhou para mim e disse: Essa foi a primeira e aúltima vez que você fez isso, está me ouvindo. CAbousse! Nunca mais.).
Por fim, entrei na fila, uma hora de relógio. Percebi outra coisa também. vi que muita coisa da loja não era tão nova assim. As prateleiras estavam ruídas, reaproveitadas de outra loja, era evidente. Caixas e computadores também. Paredes mal pintadas (era a pressa para inaugurar rápido e enganar o povo), e o povo iludido.
Ai Deus, Jah, Oxalá e quem vier mais para amarrar (segundo os protestantes)
Isso dá uma novela.
São histórias...
Sigo nas  paz.


"Você merece, você merece, tudo vai bem, tudo legal. Cerveja, samba e amanhã, Seu Zé, se acabar em seu carnaval..." Gonzaguinha in Comportamento Geral.



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Por um acaso conheci Gentileza

Vamos à História:    

     No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo "Gran Circus Norte-Americano", o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido "vozes astrais", segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar "José Agradecido", ou simplesmente "Profeta Gentileza".


    Após deixar o local que foi denominado "Paraíso Gentileza", o profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o chamavam de louco, ele respondia: - "Sou maluco para te amar e louco para te salvar".

......

Caramba, algum cineasta, produtor da vida já parou pra pensar que filme dá a vida desse homem. Ele se assemelha com os "Matusalens" que rodam o nordeste profetizando que o sertão, um dia, vai virar mar. Acredito piamente. O tempo passa, muita gente perde, no detalhe, o momento. Não passarás despercebido Gentileza, tenhas certeza.



quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Penso, logo escrevo.

Lá vem mais uma de algum lugar bem distante, lá perto de BALCOAR, cidade esperta, praiana, onde os pudores viram regras nos olhos de quem os decide. Depois de encontrar com Zé do Papé, Grinalda, Vó Davina, deu me a cara torta por encontar Damiana. Mulher velha, mais velha que Matusalém em estado vegetativo. Pois bem, lá vem Damiana de vestido remendado, olhos verde-mar, pele encruada e batida de sol. Carrega nas costas uma corcunta bravia, como se carregasse um saco de cimento entortado. É ela mesmo, que, quando em Balcoar as portas se fecham corre a desfilar nua pelas ruas esburacadas dessa terra infértil. Nem o puteiro mais fino tem tal iguaria: carne velha assoladada (neologismo) de suor salgado. Delícia. As noites de lua cheia, dizem que a força é maior, corre depressa que nem rasteio de cobra para encontrar o primeiro a ser atacado. As vezes encontra um piedoso que apaga o fogo da bela senhora. Damiana, boca lodosa, carrega na boca um ar respeitável e tão respeitável que ninguémchega perto. A carniça é tão intensa, que em dia de sol quente mal conseguem chegar uns vintes metros próximo a ela. Mas é assim mesmo, quantomaior a fendentina do buraco mais gostoso fica. (E o que dizem... Sei não viu!)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Zeurempembela

Pois é né. Depois de andar a trancos e espantos pelo interior de Dormentes é bom rever histórias inglórias e respeitadas do nosso interior. Dá para se criar um mundo que se transpassa o poder de nossas mãos. Histórias de Grinaldas, Hermenigildos e Enigmas, sustentas pela força do solo rachado. Do sol a pino, do sal na testa, da labuta "fodástica", de tudo que dá calo ou se entregue na beira da morte. Da reza forte para espantar mau olhado, de implopar para o Deus do Sertão já que a posse de várias religiões é coisa que não segura. De pedir a Nossa Senhora para que a chuva caia, e caia com vontade, espantando a vontade de que a seca acabe. Viajar por esse mundo faz mas do que valer a pena em olhar a vida com olhos vivos, é entender que o sonho de qualquer pessoa passa da vontade e vira realidade. Não preciso preciso dizer que tenho mais que ninguém, por que vi que ter pouco é entender que o muito se torna em esperança no trabalho nosso de cada dia.


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Como Demora

Aguardo numa ansiedade maior do mundo a chegada do Registro da BN - Biblioteca Nacional (Amiga ìtima). Putz! Até chegar o registro autoral fico travado para escrever. Tento recomeçar a fazer o terceiro capítulo do livro da saga mas tá difícil. O Primeiro pronto. O segundo também. O terceiro ainda perambulando pelos corredores da BN. Mas vai encontrar logo seu caminho e seu registro. Notícia boa é que mandei os Originais do primeiro e do segundo para a Editora "R..." (OoOoPs!) (não posso falar, ainda. Segredo)
Vamos na Luta.
Depois conto mais.


Desesperar Jamais.

Coisas de outro mundo

Pra quem viaja pelo interior do Nordeste sempre se depara com muitas histórias que valem um roteiro de cinema. É mulher de branco, Loura do banheiro, Zé do chapéu, enfim, várias histórias que muitos já disseram ter visto e presenciado. Lá estamos em Dormentes, interior do Estado de Pernambuco. Nunca tinha ouvido falar nessa cidade. Cidade pequena, de interio brabo, daqueles que velho em vez de fumar tabaco, o mastiga que nem chiclete.

Pra quem gosta de paz e sossego é uma maravilha, mas pra quem não gosta feito eu, passe bem longe dali. Mas, vale a pena visitar, não tem nada de importante não.
Pois é, é nessa cidade perfeita para um roteiro de uma novela, que as pessoas custam a noite de sair de casa pois surgiu a história do "Velho (Véi) do Cajado". Esse homem, que dizem aparentar uns 65 anos (tem cara de aposentado) e todo quarta feira, no badalar das seis da noite, anda com seu cajado batendo pelas ruas de Dormentes a procurar moças virgens para retirar o que elas mais tem de precioso, o cabaço.

Caçador astuto, o Véi do Cajado, já atacou duas jovens há uns 10 anos, de lá pra cá, não conseguiu arrumar mais ninguém para satisfazer suas vontades. Dizem também que a mulher atacada pela assombração não acender 7 maços de velas em setes dias, ela aparece grávida e seu filho nasce com cara de caveira.

Sabe se então, que ninguém apareceu grávida, mas, nehuma mulher e nenhum homem se arriscam a sair às seis horas das quartas feiras de dentro de casa.


Conto Um - Coisas de Feira

Já era tarde quando o criador deitou-se em sua rede á beira do mar revolto para vê sua obra. Foi ali que ele se criou. Era tarde, sem sol. A noite paria suas primeiras estrelas, o vento desvirginava tudo. As águas faziam-se chacoalhar como se precisasse de algo. Ele, o criador, na sua rede, olha o tempo. Pensa nas vezes que ia para Balcoar, cidade litorânea de detalhes muitos peculiares que só se encontram lá. Descia pelo caminho rochoso até centro da cidade e é lá que fica o bordel em que homens e mulheres protagonizavam cenas de sexo explicito em cima da mesa, cadeira, o quarto, meu deus, era pouco usado. Lugar imundo fedia a merda até a alma de suas queridas meninas. Meninas, mulheres, velhas, mas mulheres. Traziam no rosto marcas profundas de que ali não era o lugar delas.

As mais velhas já satisfeitas de suas vidas, e as mais novas viviam ali por falta de opção. De manhã lavadeiras, à noite, filhas ao deus dará. Nos olhos de cada uma via um desejo insaciável de querer não ser mais aquilo. Fugiam pela noite quando a dona do bordel se embebedava e se entregava, também, a submissão dos homens.

O criador gostava daquela enorme putaria. Despia-se, ficava nu balançando seus falos para as coitadas das meninas, que se enojavam ao ver a rola do velho mais purulenta que ferida de animal. Ele sempre gostou das novinhas, virgens. Elas sempre corriam quando o criador queria uma delas. Às vezes as pegava a força. Algumas aceitavam e se entregavam, outras fugiam ou para se defender quebravam garrafas de vidro e o ameaçava que mataria ele com uma garrafada no peito.

Foi numa dessas noites de visita ao prostíbulo que ele encontrou Neide, mulher de curvas sadias, mas muito suja. Suas pernas, zambetas que nem varas tortas carregavam feridas que pareciam rodelas de calabresa, dessas que se fazem com a carne do porco. Mas ele gostava de Neide, porque ela carregava no corpo fartos peitos e na cara um belo sorriso. Ela também se amava. Adorava sorri, porque carregava dentro da boca cincos dentes de ouro que herdou da avó. Eram seis, quando num dia de trabalho noturno um de seus clientes arrancou um com uma faca.O criador sempre gostava do rebolado dela. Faceiro como vento fazia com as árvores.

Ele volta em si e lembra que está velho, mole, acabado. Já não é o mesmo homem de antes, ávido e supostamente sadio. E é ali balançando na rede sente uma vontade de lembrar o que a vida já não o oferece mais. Ele fecha os olhos remelados, franzi a testa e viaja num pensar de suas lembranças que vem em mente.

Hoje é dia de feira, lugar para comprar fumo, verduras, frutas e mulher bonita. As meninas também eram vendidas como produtos. Cabritinhas novas, com doze, treze anos já eram oferecidas pelas mães que só ficavam com os filhos homens para o trabalho braçal. Dinoranda mulher forte, a dona do bordel que citei anteriormente gosta de vê a qualidade das menininhas. Balcoar é inferno para as meninas. Quem nasce mulher já nasce vendida. Muitas delas acreditam na historia de que um dia um grande homem num cavalo branco irá salvá-las. Mas era acreditar demais, já que mal se via cavalos. As pequenas eram ofertadas na feira de vestidos curtos sem sapato ou chinelo e sem calcinha. Muitos homens querem ver o produto inteiro. A polícia, novidade na cidade, ficava sem fazer nada, inerte, parada no tempo. Também, eles não podiam fazer muita coisa, já que tudo ali era comandado pelos homens mais poderosos.


A feira começa cedo, vai até o entardecer. O suor, a catinga tudo se misturava. Era peixe, carne, tomate, cebola. Tudo era muito. Barracas espalhadas pela rua, bancas no chão, pedintes, senhoras faladeiras, homens de fé. Uma misturada de deus. Como diz o criador, que passeava na sua carroça a fim de comprar mantimentos e levar para sua casa. Ele possuía duas fazendas lá paras as bandas do interior, interior brabo mesmo, depois de Salgueiro. Ele vai lá uma vez no mês para vê as plantações num sei de quê.

Mas a feira já começou, o Criador, observador por natureza masculina, olhava para uma família que vinha de um sítio nas redondezas de Balcoar. Vinham sempre de longe quatro irmãos, duas meninas e dois meninos juntamente com sua mãe para vender carne de bode novinha. Eles ficavam quase no final da rua, aonde a feira terminava, perto da pista de rodagem aonde os carros iam da capital para interior. O mais velho trazia o carro de mão de carne abatida. Era um mosqueiro só. As carnes já cortadas em pedaços vinham em sacos de plástico amontoados uma em cima da outra. Dava para ver que o carro de mão era só sangue. Parece que os animais foram mortos hoje bem cedinho. E ali eles montavam sua barraca. Ganhavam um bom trocado.

Montavam lá. Uma tábua velha de madeira em que colocava a carne dentro de uma bacia plástica cheia de uma crosta cinzenta de poeira que se passasse o dedo devia vir mais dois dedos desse grude. Do lado da bacia, uma balança enferrujada com pesos comprometedores. Os filhos seguidos de um menino e uma menina, sucessivamente, são quatro, lembrem-se. O irmão mais velho deve ter uns treze anos e a menina mais nova uns cinco anos. As crianças não são cadavéricas, mortas de fome não. A mãe luta com o que pode e o que não pode para dar a eles a comida nossa de cada dia.

O mais velho fica com a mãe e os menores iam andar pela feira para carregar compras e ajudar as pessoas. A menina mais velha, quando passava pelos compradores de menininhas, era apreciada como mosca na merda. Diziam que ela já tava quase no ponto para o abate carnal. A mãe dela não quer isso. Mata o homem que tocá-la. Decidiu que a filha ao completar quinze anos vai para a casa da tia no Recife para estudar.

Assim a feira continua, a carne de bode sendo vendida aos poucos, mas vendida. A mãe pede que os três filhos vão procurar o que já haviam combinado, que ela vai continuar vendendo a carne. A menina logo aparece com dois cachorros novinhos, de olhar pedinte como quem quer um dono. A mãe faz o sinal para a filha para que o cachorro fosse levado para a casa velha lá perto da pista de barro, onde não se tem ninguém. Mas, é assim todo dia de feira, as meninas catando os cachorros discretamente, ou indiscretamente para guardá-los na casa de barro. Algumas pessoas até comentam que essas meninas gostam de um cachorro só. A mãe com a cara de inocente diz que é para brincar e no mesmo dia elas soltam pela feira mesmo.


O sol quente que nem panela fervendo, o suor faz queima na testa. A mãe puxa uma sacola que estava acomodada nos pés da barraca e tira as marmitas já preparadas. Os filhos logo aparecem cada um pega sua marmita e senta no beral da calçada. A filha mais velha diz no ouvido da mãe que já pegou cinco cachorros e uma é grande e está buchuda. Todos almoçam um bom feijão com arroz e galinha assada. Alguns clientes aparecem a mão se levanta para atendê-los gentilmente e assim o tempo vai.

O rói-rói da feira vai se acabando a mãe se arruma com os filhos, se despede dos amigos de rua e segue com os filhos numa carreirinha esperta. As crianças conseguiram muitas coisas dos amigos das bancas. Arroz, feijão, verduras e frutas que ganham ao ajudar os feirantes. A mãe também juntou um bom dinheiro com a venda do bode que dá para sustentar a casa com comida e para comprar sementes e fazer um roçado. Eles seguem seu caminho e passam pela casa velha de barro, os meninos pegam os cachorros menores enfiam dentro um saco, e a cachorra maior segue abanando o rabinho, amarrada por uma corda, feliz da vida porque arranjou um lar.

Ela passa na frente da igrejinha de São Severino dos Ramos, se benze e segue para o sítio. Na porteira vê se logo três pés de mangas abarrotados. A mãe olha para cima e deseja para que as mangas do pé logo amadureçam porque os cachorros ainda são novos e dão pouca carne. As crianças correm e dão a volta na casa e colocam os cachorros num cercado que fica no meio de um pequeno milharal. Já tem quatro grandes e dois médios separados. Tadinhos dos cachorrinhos abanam o rabo com tanta alegria, sem saber que na próxima feira vão virar uma saborosa carne de bode nas panelas de muitos.

João Rafael
Conto resgistrado na Biblioteca Nacional

E tem mais, muito mais.

Muita gente vê, mas ninguém fala né.
Fica com a língua socada num sei onde....
Chegou o povo "mar" lindo na sua casa.
E faz aquela farra dentro de casa.
Quem?!
Quem?!....
A parentada.
Pra começar, uma pirralhada do "car..."
E sujam tudo, gritam , choram.
Isso irrita? Irrita nada. Leva pra tua casa esses anjinhos pra tu vê.
Mas o pior não isso não.
Tio coloca xuxa.
Aêeeeeeeee.
Fudeu!
Ninguém merece.
Mas acalma os coitadinhos.
E quando pedem para assistir novamente.
Que maravilha.
Delícia.
E os adultos esses botam pra "efe" mesmo.
Dicas:
Se na sua casa tiver TV a cabo, disconecte tudo e venha com a desculpa que está quebrado, e só vai ser concertado no meio da semana que vem, porque se não, vai ser um muda-muda de canal infernal.
O computador tá sem internet viu (desligue tudo). Mas assim mesmo querem ligar, só pra ver o que tem. Se é melhor que o dele, enfim.
Esconda todos os DVDs que você comprou, porque vai ser um pede-pede, ou então venha com a desculpa que emprestado. E olhe que as vezes some viu!
Graças a deus ninguém faz jornalismo, meus livros estão a salvos.
Se sua geladeira tiver chave: Tranque-a. (essa é foda!)
É um abre e fecha que não tem fim só para ver o que tem.
Experimenta prestar atenção nesses detalhes.
E vem cá, isso não acontece com você não, ou é só comigo.
É ruim.

Coisas da Vida

Será que só eu percebo isso ou acontece, também, nas "mejores" familias.
Dia de domingo, sol brilhando e programa do dia está feito.
"Cabousse"!
Chega a parentada, inconveniente, para acabar o dia.
Alguém avisou?
Pelo menos liga!
Oi, Tim, Claro, Vivo... Tudo existe para se comunicar.
E ainda, é claro (sem merchan), diz que foi uma vontade inesperada de te ver.
Mas fazer o que... Poxa! já estou pronto para sair, é uma pena mas não vou poder ficar, já estava marcado.
Putaqueparil! E não saem não viu, insistem até o último segundo para você ficar!
... Vão ter quer sair mesmo né?
É claro!
POooOOxaaAA!
Não te preocupa não, semana que vem, se deus quiser, você aparece por aqui.
Tá certo.
Vê se liga primeiro, para saber se estou em casa)
Tá...

(No pensamento: Queria ter dinheiro para comprar um telefone com identificador de chamadas pra registrar os números dos parentes inoportunos)

Mas, sigo na paz.